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CONCLAT 2026 fortalece unidade da classe trabalhadora, apresenta pauta nacional de direitos e destaca protagonismo do STILASP

  • há 37 minutos
  • 4 min de leitura

A participação do STILASP foi marcada por organização, mobilização e presença expressiva. Levamos uma forte delegação de trabalhadores da capital e da Grande São Paulo à Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, reafirmando nosso compromisso permanente com a luta e a defesa dos direitos de todos os trabalhadores brasileiros.


Delegação do STILASP rumo à CONCLAT


Em um movimento de unidade, as principais centrais sindicais do país (UGT, CUT, Força Sindical, CSB, Nova Central, CTB, Intersindical e Pública) apresentaram a Pauta da Classe Trabalhadora para o período de 2026 a 2030. O documento reúne as principais prioridades do movimento sindical para os próximos quatro anos e servirá de base para o diálogo com os poderes Executivo e Legislativo.


O lançamento ocorreu durante a Marcha da Classe Trabalhadora, que reuniu dirigentes e trabalhadores de todo o país. A mobilização também marcou a entrega formal da pauta ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.


Presidente Lula (Divulgação: Governo Federal)


Durante o ato, Lula criticou duramente o fim do imposto sindical e alertou para os impactos no financiamento e na capacidade de organização das entidades. Em sua fala, destacou:


“Tem muita gente que acha que o movimento sindical morreu e por isso acabaram com o imposto sindical. Eles fizeram com vocês o que nós queremos fazer com o crime organizado. Se a gente quer acabar com o crime organizado, temos que asfixiar a economia deles. Enquanto tiver o dinheiro que têm, a gente não acaba”.

A declaração reforça o debate sobre a importância de garantir condições materiais para a atuação dos sindicatos e o fortalecimento da organização da classe trabalhadora. Outro destaque foi a fala do presidente da UGT, Ricardo Patah, que chamou atenção para a realidade dos trabalhadores por aplicativos e a urgência de garantir direitos e proteção:


“Enquanto a gente está falando, está morrendo motoboy. Quem é que se preocupa com a saúde e com a vida dessas pessoas? São jovens que morrem ou ficam sequelados. É fundamental garantir cidadania, proteção e dignidade para esses trabalhadores.”

Ricardo Patah (Divulgação: Governo Federal)


Organizada no eixo “desenvolvimento com trabalho decente”, a pauta apresenta um diagnóstico da atual conjuntura, um balanço recente e propostas para enfrentar a precarização, as desigualdades e os desafios impostos pelas transformações no mundo do trabalho. A construção e entrega do documento foram resultado direto da mobilização unificada das centrais sindicais, consolidada após a marcha em Brasília.


Redução da jornada e fim da escala 6x1 estão entre prioridades

Entre as principais bandeiras para mobilização, destaca-se a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários, e o fim da escala 6x1, pautas históricas defendidas pelo STILASP na luta cotidiana da categoria. O documento também inclui a valorização do salário mínimo, com meta de atingir 60% do salário médio até 2030; a regulamentação do trabalho por plataformas digitais com garantia de direitos; o combate à pejotização e às fraudes trabalhistas; a inclusão do combate ao feminicídio e o fortalecimento das entidades sindicais e da negociação coletiva.


Transformações globais e impactos no emprego

O texto também analisa mudanças no cenário internacional, como o avanço tecnológico, a crise climática e a reorganização da economia global. Alertamos que a expansão da inteligência artificial e das plataformas digitais, quando não regulamentada, pode ampliar formas precárias de contratação e reduzir postos de trabalho.


Propostas para um novo modelo de desenvolvimento

Para o período entre 2027 e 2030, são apresentadas propostas estruturais voltadas a um novo modelo de desenvolvimento, com destaque para a reindustrialização, baseada na política da NIB (Nova Indústria Brasil); ampliação de investimentos em ciência, tecnologia e inovação; reforma tributária progressiva, incluindo a taxação de grandes fortunas; fortalecimento de empresas públicas; e incentivo à produção nacional.


Direitos sociais e custo de vida

Além das questões produtivas, ampliamos o debate para as condições de vida da população. Entre as propostas estão o acesso à moradia, a implementação da tarifa zero no transporte coletivo, o fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde), a universalização do saneamento básico e a expansão de creches e escolas em tempo integral. Também há destaque para políticas de igualdade, inclusão e combate à discriminação no mercado de trabalho.


Fortalecimento da organização sindical

Outro eixo central é o fortalecimento do movimento sindical. Defendemos mecanismos de financiamento aprovados em assembleia, o combate a práticas antissindicais e a ampliação da negociação coletiva como instrumento essencial de regulação das relações de trabalho. Propomos, também, adaptar a representação sindical às novas formas de contratação, buscando evitar a fragmentação da organização dos trabalhadores.


Delegação STILASP


STILASP protagonista na construção das propostas

A construção dessa pauta reforça o papel do movimento sindical como protagonista na formulação de um projeto nacional de desenvolvimento e o STILASP esteve presente e atuante nesse processo, contribuindo com a organização, mobilização e participação ativa dos trabalhadores.


Delegação STILASP


Como destacou o presidente Carlão, a CONCLAT representou um momento histórico de unidade e avanço na luta da classe trabalhadora:


“Ontem foi um dia histórico para o movimento sindical. Estivemos em Brasília participando da Conferência da Classe Trabalhadora, a CONCLAT, junto às centrais sindicais de todo o país, unidas na aprovação de uma pauta em defesa dos trabalhadores. Durante a conferência, debatemos pontos fundamentais e consolidamos resoluções importantes, que foram entregues diretamente ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.”


Presidente Carlão com Ministro Marinho e Presidente Lula


A proposta articula crescimento econômico, inovação, sustentabilidade ambiental e justiça social, com foco na geração de empregos de qualidade e na redução das desigualdades, refletindo o acúmulo de debates e a construção coletiva do movimento sindical.


Carlão também reforçou a centralidade das principais pautas aprovadas:

“Essa pauta representa o anseio real dos trabalhadores brasileiros. Entre os principais pontos está a redução da jornada sem redução salarial e o fim da escala 6x1, uma luta histórica que o STILASP já defende nas bases. Fomos recebidos pelo presidente Lula, que reconheceu a importância da pauta e destacou o projeto em tramitação sobre a redução da jornada e o fim da escala 6x1. Esse foi, sem dúvida, um momento histórico, que fortalece ainda mais a luta da classe trabalhadora por melhores condições de trabalho, mais dignidade e qualidade de vida.”

Presidente Carlão junto Ministro Guilherme Boulos e Vice-presidente Geraldo Alckmin


O período até 2030 será decisivo para consolidar avanços e enfrentar desafios estruturais que impactam diretamente a vida da classe trabalhadora.


Vamos juntos nessa luta!

Sindicalize-se!


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