DISPUTAR A RENDA, REDUZIR A JORNADA: O TRABALHO NO CENTRO DO DESENVOLVIMENTO
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Na manhã desta quinta-feira, 7, os dirigentes Josenildo e Rubens participaram de um importante debate no DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) sobre a necessidade de colocar o trabalho no centro do desenvolvimento do país e enfrentar de vez a lógica da superexploração da classe trabalhadora.
Durante a atividade, foram apresentados dados alarmantes sobre a realidade do trabalho no Brasil: jornadas exaustivas, longos deslocamentos, aumento dos acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho, além da concentração de renda nas mãos de poucos enquanto milhões seguem sem acesso a empregos de qualidade.
Os estudos mostraram que a maioria dos trabalhadores brasileiros segue submetida a jornadas entre 41 e 44 horas semanais, enquanto cresce o número de pessoas subocupadas e de trabalhadores temporários. Também foi debatido como as mulheres e a população negra continuam sendo as mais afetadas pela desigualdade, recebendo menos, trabalhando mais e acumulando jornadas ainda maiores dentro e fora do ambiente de trabalho.
Outro ponto central do debate foi a falsa ideia de que produtividade significa trabalhar mais horas. A discussão reforçou que produtividade depende de investimento, tecnologia, inovação, organização do trabalho e valorização da classe trabalhadora e não da ampliação da exploração.
Defender a redução da jornada de trabalho sem redução salarial é defender qualidade de vida, saúde, geração de empregos e distribuição de renda. É preciso disputar a riqueza produzida pela classe trabalhadora e construir um modelo de desenvolvimento que coloque os trabalhadores e trabalhadoras acima do lucro.
Pelo fim da escala 6x1, pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários já!
Sindicalize-se!
Comunicação STILASP 🤝








